Como Lidar com Dividas Anteriores ao Relacionamento
Dividas anteriores ao relacionamento sao fonte frequente de conflito e vergonha. Aprenda como ter a conversa dificil e definir um plano justo.

Como Lidar com Dívidas Anteriores à Relação
Acumulaste €10.000 em dívidas antes de conhecer o teu parceiro. Ou ele tem um crédito automóvel que começou anos antes de vocês se conhecerem. Estas dívidas "herdadas" são fonte frequente de conflito e, pior ainda, de vergonha e ocultação.
Apenas 23% das pessoas admitem esconder dívidas do parceiro. Mas esse número provavelmente subestima a realidade, já que dívidas secretas são, por definição, difíceis de rastrear em inquéritos.
Por que dívidas anteriores são problemáticas:
A vergonha é o primeiro obstáculo. Ninguém quer revelar que "fez asneira" antes. Especialmente quando o parceiro parece ter as finanças organizadas. A comparação gera sensação de inadequação.
Há também medo de julgamento moral. "Eras irresponsável" ou "como deixaste chegar a esse ponto?" são frases que ninguém quer ouvir. Então é mais fácil esconder e tentar resolver sozinho.
E existe uma questão prática real: esta dívida é minha ou nossa? Se estamos a construir vida juntos, até que ponto problemas financeiros anteriores são individuais?
O que não funciona:
Esconder não resolve. Dívidas têm forma de aparecer eventualmente — chamada de cobrança, restrição de crédito, dificuldade para financiar algo importante. Quando aparece depois de meses ou anos de relação, a traição da ocultação magoa mais que a dívida em si.
Assumir sozinho enquanto moram juntos também não funciona bem. Estás a pagar €300/mês de dívida antiga enquanto contribuis menos para despesas conjuntas. O parceiro acaba por "subsidiar" indiretamente a tua dívida sem saber. Gera desequilíbrio oculto.
Jogar a dívida toda no colo do casal também não é justo. "Agora é nosso problema" sem ter sido discutido e aceite conscientemente é imposição, não parceria.
A conversa difícil mas necessária:
Escolhe o momento certo. Não no meio de uma crise financeira ou durante uma discussão sobre outra coisa. Marca um momento específico: "Preciso de conversar sobre algo financeiro importante."
Sê direto e assume responsabilidade. "Antes de te conhecer, acumulei uma dívida de €X. Aconteceu porque [motivo real, sem vitimização excessiva]. Estou a pagar €Y por mês e ainda faltam Z meses."
Apresenta o teu plano. Não jogues o problema sem solução. Mostra que estás a lidar: já negociaste a taxa? Tens cronograma? Estás a cumprir?
As opções de tratamento:
Manter completamente separado. A dívida continua a ser tua, pagas do teu dinheiro pessoal (depois de contribuir proporcionalmente para despesas conjuntas). A relação não assume o débito.
Atacar juntos com regras claras. Vocês decidem conscientemente acelerar o pagamento da dívida como meta conjunta. Mas com acordos explícitos sobre contribuição e prazo.
Híbrido com limite. Tu pagas a maior parte, mas o casal contribui com um valor fixo mensal para acelerar. Exemplo: de €300/mês, pagas €200 e a "conta conjunta" contribui €100.
Não existe resposta certa universal. Depende do tamanho da dívida, da fase da relação, da capacidade financeira de ambos e da natureza da dívida (estudos vs. apostas, por exemplo).
Como o Dupla ajuda:
Durante o onboarding, a app cria um espaço para "começar limpo". Cada um revela a sua situação financeira real, incluindo dívidas. Não é apresentado como confissão de pecado, mas como ponto de partida realista.
Depois, vocês podem registar a dívida e definir quem é responsável por ela. Se for individual, sai do "dinheiro livre" dessa pessoa. Se for conjunta, entra como despesa partilhada. Transparência sem julgamento.
Virar a página:
Uma vez que a dívida foi revelada e um plano foi definido, acabou. Não fica a ser atirado à cara em toda discussão futura. "Lembras-te daquela dívida estúpida que fizeste?" não pode virar munição perpétua.
Relações saudáveis permitem que as pessoas tenham um passado imperfeito. O que importa é como lidamos com isso no presente.
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