O Fundo de Emergencia do Casal: Protecao Financeira e Emocional
Imprevistos acontecem. Sem reserva financeira, o casal entra em modo de crise. Aprenda quanto ter e como construir essa protecao juntos.

O Fundo de Emergência do Casal: Proteção Financeira e Emocional
Imprevistos acontecem. Carro avariado, frigorífico deixa de funcionar, alguém perde o emprego, aparece uma emergência médica. Quando estas coisas acontecem e não há reserva financeira, o casal entra em modo de crise. E crises financeiras testam relações brutalmente.
Dados mostram que dificuldades financeiras afetam mais de 50% dos casais e são uma das principais causas de divórcio. Um fundo de emergência bem estruturado não é apenas proteção financeira, é proteção emocional para a relação.
Quanto ter:
A regra padrão é de três a seis meses de despesas essenciais. Mas o que conta como "essencial"? Renda ou prestação da casa, alimentação, transporte para o trabalho, contas básicas (água, luz, internet), seguro de saúde, medicamentos regulares.
Não incluas Netflix, ginásio, restaurantes ou compras de roupa. Emergência significa sobreviver, não manter o padrão de vida completo.
Para calcular: somem essas despesas essenciais mensais e multipliquem por três (mínimo) ou seis (ideal). Se gastarem €1.500/mês em essenciais, o fundo precisa ter entre €4.500 e €9.000.
Por que três a seis meses especificamente:
Três meses é o tempo médio para encontrar um novo emprego em muitos mercados. Também cobre a maioria das emergências pontuais (reparação de carro, eletrodoméstico avariado, despesa médica inesperada).
Seis meses oferece maior segurança para quem está em mercados mais voláteis, tem rendimento variável (trabalhadores independentes, comissionados) ou simplesmente dorme melhor com margem maior.
Se têm filhos, profissão muito especializada (demora mais para recolocação) ou trabalham na mesma empresa (risco concentrado), inclinem para seis meses.
Como construir:
Definam uma contribuição mensal automática. Mesmo que sejam €100, €200 ou €400 por mês. O importante é consistência, não valor heroico inicial que não se sustenta.
Tratem essa contribuição como despesa fixa, tipo renda. Não é "se sobrar". Sai no início do mês, antes de qualquer gasto discricionário.
Dividam proporcionalmente ao rendimento. Se um ganha 60% e outro 40%, contribuem nessa proporção para o fundo. Justiça na construção da segurança.
Onde guardar:
Conta-poupança separada das contas à ordem do dia a dia. A separação física reduz drasticamente a tentação de usar para não-emergências.
Precisa ter liquidez imediata. Não adianta ter o dinheiro preso em investimento que demora dias para resgatar quando a emergência é hoje.
Em Portugal, considerem: conta-poupança com acesso imediato, depósitos a prazo com mobilização antecipada sem penalização significativa, ou certificados de aforro (se a liquidez for aceitável para vós).
O que é emergência de verdade:
Perda de emprego ou redução drástica de rendimento. Despesa médica inesperada não coberta pelo SNS ou seguro. Reparação urgente de carro necessário para trabalhar. Reparação essencial da casa (fuga de água, problema elétrico grave).
O que NÃO é emergência: férias, eletrodoméstico novo por capricho, móveis, prenda de casamento, oportunidade de investimento "imperdível".
A definição precisa de estar clara entre o casal. Escrevam literalmente uma lista do que qualifica. Evita discussões tensas no calor do momento.
Reconstruir depois de usar:
Se precisaram de usar o fundo, ótimo — era exatamente para isso que existia. Não se culpem. Mas agora a prioridade número um volta a ser reconstruí-lo.
Temporariamente, reduzam gastos discricionários para acelerar a reposição. Aquela contribuição mensal de €200 passa para €400 até o fundo estar completo novamente.
Como o Dupla facilita:
Criem uma conta específica na app chamada "Fundo de Emergência". Registem as transferências mensais como receitas dessa conta. Acompanhem o crescimento visualmente.
A projeção do Dupla mostra como ficariam se tivessem de viver só das reservas. Este exercício mental reforça a importância do fundo.
Nos check-ins mensais, o progresso do fundo aparece destacado. Celebrem os marcos: 1 mês completo, 3 meses, 6 meses. São vitórias importantes.
O efeito psicológico:
Ter três a seis meses de despesas guardadas muda completamente a relação do casal com o dinheiro. Vocês dormem melhor. Discutem menos. Enfrentam imprevistos com calma em vez de pânico.
Não é paranoia, é prudência. E as relações precisam dessa base de segurança para florescer.
Prontos para usar números reais?
Tragam as vossas contas para o Dupla e mantenham tudo sincronizado como casal.
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